Muhammad Ali segue como um mito intocável até no MMA. Na minha opinião, é o maior pugilista de todos os tempos, o lutador bailarino e falador.
Voltando para 1974, no dia 30 de Outubro, o Zaire estava em turbulência. Aos 32 anos, o maior pugilista de todos os tempos, enfrentou o então campeão George Foreman. A luta aconteceu para que Ali recuperasse o cinturão dos pesos pesados perdido desde que se recusou a lutar no Vietnã. Há anos já convertido ao Islamismo, abriu mão do seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr.
Depois da pressão de Foreman, Ali dá o golpe fatal e o manda à lona no oitavo assalto da "luta do século"; Ali, ícone do boxe, recuperou o cinturão dos pesos pesados.
Hoje, Ali luta com um adversário devastador, o Mal de Parkinson, doença essa que não tem cura. Mas Ali investe alto em tratamento com células tronco, mas ainda sem resultados.
Mike Tyson e George Foreman tinham socos mais fortes, mas Ali era mais técnico e estrategista.
Ele foi o lutador que mudou o boxe, fez o esporte virar "obra de arte". Quase analfabeto, era auto didata. O ídolo de Ali era Sam Cooke, excelente cantor e Ali treinava ao som do cantor.
Ali teve 56 vitórias, 37 por nocautes, 5 derrotas, uma para Larry Holme.
Campeão dos pesos pesados, pela primeira vez em 1964, quando deixou Sonny Liston estatelado, teve o título e a licença cassados por 3 anos e meio por se recusar a lutar no Vietnã. Voltou em 1971 e Joe Frazier derrotou-o e se tornou o número 1.
Ali jamais se deu por vencido e, em 1974 reescreveu sua história batendo o próprio rival para desafiar George Foreman. Depois deixou escapar o cinturão para Leon Spinks, em 1978, mas obteve a revanche no mesmo ano.
Tricampeão da técnica e superação, Ali fez o mundo bater com suas mãos e dançar com seus pés e jamais ser nocauteado.
O mito ainda vive!
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