Ele começou a carreira de técnico nas Laranjeiras, no Fluminense. Depois, foi para o Grêmio, Atlético Mineiro, fez um brilhante trabalho na Sociedade Esportiva Palmeiras, em 1979, porém sem títulos, mesmo tendo um time reformulado, com Gilmar, o brilhante Jorge Mendonça, Toninho, Mostarda, Beto Fuscão, entre outros. Na minha opinião, a mais brilhante e vitoriosa equipe que Telê dirigiu foi o São Paulo Futebol Clube. Na sua época de comandante do São Paulo, a equipe não só ganhava títulos, como dava show em campo. Além de tudo, Telê não era só técnico, mas sim um professor de futebol. Muitos atletas, já profissionais, tiveram ensinamentos para a melhora com o grande professor Telê.
Em 1971, foi campeão brasileiro pelo clube Atlético Mineiro. Já em 1977, foi campeão gaúcho pelo Grêmio. Dirigiu a Seleção Brasileira em 1982 e em 1986, mas infelizmente não conquistou o título de ambas as Copas, o que deu a ela a fama de "pé frio", fato este que não o abalou.
No final de 1989, ele voltou ao Palmeiras que o demitiu pelo fracasso do Paulistão de 1990. E aí, a sorte virou de lado para o grande soberano do Morumbi, o São Paulo Futebol Clube. Nesse clube Telê "calou a boca" de todos que o chamaram de "pé frio".
Já no primeiro ano dirigindo o São Paulo, a equipe foi vice campeã paulista, perdendo para o Corinthians na final. Em 1991 fez o São Paulo ser o campeão do Brasileirão e, em 1992 e 1993 consagrou-se campeão com o São Paulo nos seguintes títulos: Bicampeão Paulista, Bicampeão da Libertadores da América e Bicampeão Mundial Interclubes, sendo que em 1992 ganhou do Barcelona e em 1993, do Milan.
Trabalhou no São Paulo até o ano de 1996, quando teve que sair por problemas de saúde.
O que escrevi hoje é pouco para o grande profissional que foi o Mestre Telê Santana, mas sei que o pouco que escrevi serve para que meus alunos de futebol conheçam um pouco da história deste brilhante técnico.
Me despeço deixando para vocês o vídeo do jogo São Paulo X Santos, onde o jogador Raí se despediu do São Paulo sob o comando do finado Telê, narrado pelo também finado Luciano do Valle, dois gigantes do futebol, um dirigindo e o outro narrando.
Gols de Palhinha (3), Cafú (1), Pintado (1), Raí (1)
Até amanhã!
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